Localizado no Centro do Recife, o largo histórico abriga hoje museus, memoriais, espaços de pesquisa e de preservação, que contemplam desde a arte popular até o design contemporâneo
 Foto: Flora Pimentel “Quem chegava ao Recife só tinha dois pontos turísticos para visitar: a praia de Boa Viagem e o Pátio de São Pedro”, relembra Francisco Aroeira, 49 anos, com um tom ao mesmo tempo saudoso e conformado. Proprietário do mais antigo restaurante do Pátio, ele é a terceira geração de sua família à frente do Aroeira, inaugurado em 1940. O estabelecimento testemunhou antiquários, agências de turismo e estandes de artesanato darem lugar a lojas populares, amoladores de faca, vendedores de discos piratas e até a um palco. “Tudo tem a sua época, não é?”, indaga Francisco.
O Pátio de São Pedro fica no centro do Recife, no bairro de São José, entre ruas apertadas para a quantidade de carros, barracas comerciais e pedestres que ali circulam. Para chegar, é preciso passar pelo corredor da Avenida Dantas Barreto ou por um de seus quatro becos, como a Travessa de São Pedro, conhecida popularmente por Beco do Veado Branco. O primeiro elemento urbanístico que se percebe é o largo, com o chão em paralelepípedos repleto de pombos, só desafiados vez ou outra por um passante.
Leia a matéria na íntegra na edição 106 da Revista Continente.
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