Blog da redação
Sobre militares e celulares Imprimir E-mail
Escrito por Mariana Oliveira   
Sex, 28 de Novembro de 2008 15:49
Nos dias que passei na Colômbia, algumas particularidades do país me chamaram atenção. Nas ruas, há dois tipos que não faltam, estão em todas as esquinas. O primeiro são os militares. A cada duas quadras, nos deparamos com simpáticos militares com seus fuzis e roupas camufladas. Além deles, nos quatro cantos das cidades, estão os “alugadores de celular” (ver foto). São homens e mulheres que andam com cinco, dez celulares presos às suas roupas, alugando-os para que os transeuntes possam fazer ligações, pagando, em média, 200 pesos (equivalente a 20 centavos) por minuto. Não é de estranhar que por lá não seja fácil encontrar os velhos orelhões. Bom, não deixa de ser mais uma possibilidade de trabalho para os brasileiros, em tempos de crise. Fica a idéia.
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Lista de casamento Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Cesar Maia   
Qua, 26 de Novembro de 2008 17:00
Segundo Anthony Kenny, filósofo contemporâneo da Universidade de Oxford, em seu Uma nova história da Filosofia Ocidental (Vol.1), “qualquer pessoa que faça uma lista dos 10 verdadeiramente grandes filósofos irá descobrir que ela se compõe quase que inteiramente de solteirões. Uma lista possível incluiria, por exemplo, Platão, Agostinho, Aquino, Scotus, Descartes, Locke, Spinoza, Hume, Kant, Hegel e Wittgenstein, nenhum deles casados”. Ok, nefelibatas, agora existe um bom argumento na hora de enrolar as noivas para adiarem o casamento por mais um tempinho…
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Graciliano x Proust Imprimir E-mail
Escrito por Homero Fonseca   
Ter, 25 de Novembro de 2008 14:56
Em entrevista a Geneton Moraes Neto, em abril de 2004, contou o poeta Ledo Ivo, da ABL: “Havia, em Graciliano Ramos, um detalhe que me impressionava: o problema da formação literária. Eu ficava impressionado com o fato de que a formação literária de Graciliano Ramos era – de certa maneira – muito reduzida. Baseava-se nos brasileiros Machado de Assis e Aluísio Azevedo – um autor de quem ele gostava –, no português Eça de Queiroz e nos russos Tolstói, Dostoievski e Gorki. Com esse pequeno mundo de leitor, Graciliano Ramos fez uma obra grandiosa. Nunca leu Marcel Proust, por exemplo. Quando eu perguntava por quê, ele dizia : "Não leio veados !"
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Dia de azar Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Sex, 21 de Novembro de 2008 15:03
Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "bolo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóspoco pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.
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Colaborador da Revista Continente contemplado com Bolsa Funarte Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Lins   
Qua, 19 de Novembro de 2008 15:55
O colaborador da Revista Continente Carlos Eduardo Amaral (foto) foi contemplado com uma Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica, na categoria música. O crítico de música erudita emplacou o projeto Ativismo Sinfônico - O protesto político nas obras orquestrais de Jorge Antunes. O projeto "é uma análise dos argumentos extramusicais, bem como da estética e da estílística das obras sinfônicas e coral-sinfônicas do compositor vanguardista e ativista carioca radicado em Brasília", define. O programa da Funarte, que abrange diversas categorias, vai distribuir cem bolsas de 30 mil reais. Os contemplados têm seis meses para desenvolver a pesquisa.
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Vencedores das bolsas AVINA se reúnem na Colômbia Imprimir E-mail
Escrito por Gabriela Lobo   
Qua, 19 de Novembro de 2008 14:36

A cidade de Cartagena, Colômbia, irá sediar, de 19 a 21 de novembro, um encontro com os vencedores da segunda edição das Bolsas AVINA de Investigação Jornalística para o Desenvolvimento Sustentável (2008-2009). Foram 61 propostas de matérias selecionadas nos temas Inclusão Social, Transparência, Negócios Inclusivos, Mudança Climática, e Arte e Educação. Esta última categoria – criada nesta edição – é resultado da parceria entre a Fundação Avina e a Casa Daros, no Rio de Janeiro, projeto da Daros-latinamerica, importante coleção de arte contemporânea sediada em Zurique, Suíça. Das propostas vencedoras, 13 são de jornalistas brasileiros. A categoria Arte e Educação tem 12 projetos aprovados, entre eles o de Mariana Oliveira editora desta Continente.

 

 O Encontro abrangerá mesas-redondas e grupos de trabalhos sobre os temas das Bolsas Avinas, com a presença de Jaime Abello Banfi, Diretor da Fundação Nuevo Periodismo Iberoamericano; Fernando Alonso, diretor-adjunto da Federação Nacional de Periodismo Investigativo - Colômbia; Patrick Busquet, diretor de Repórteres da Esperança – França; Geraldinho Vieira, vice-presidente da ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância -  Brasil; e Mario Salimon (AVINA).
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Você sabia? Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Sex, 14 de Novembro de 2008 15:24

Carlos Drummond de Andrade foi expulso, aos 17 anos, do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português: Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Evitou dar trabalho ao chefe durante anos falsificando. Também tinha a mania de picotar papel e tecidos. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”. Certa vez, estraçalhou uma camisa nova do neto. “Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione. Amanhã lhe dou outra igual”, disse como desculpa.

Já Gilberto Freyre nunca quis saber de aparelhos eletrônicos. Não chegou a manuseá-los, nem mesmo sabia ligar uma televisão. Todas suas obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

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Razões filosóficas Imprimir E-mail
Escrito por Marco Polo   
Qui, 13 de Novembro de 2008 16:07
Lester Young foi um dos maiores saxofonistas de jazz de todos os tempos. Antes, porém, tocava bateria. Um jornalista lhe perguntou quais as razões estéticas e filosóficas que o tinham levado a mudar de instrumento. “A bateria limita muito”, explicou o artista. “Por mais que você flerte com as garotas mais bonitas da platéia, quando termina de desarmar o instrumento, os outros músicos já foram embora com todas elas.”
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A televisão vista por Guel Arraes Imprimir E-mail
Escrito por Yuri Bruscky   
Qui, 13 de Novembro de 2008 09:26

Há mais de 15 anos à frente de um núcleo de produção da Rede Globo, Guel Arraes é um dos responsáveis pela flexibilização do modo de se pensar e fazer televisão no país, através da contaminação mútua entre discursos audiovisuais e da inclusão em seus quadros de notáveis figuras do cenário independente dos anos 70/80, mesclando o experimentalismo às demandas de consumo que norteiam as redes comerciais. Em Guel Arraes: Um inventor no audiovisual brasileiro, organizado pelos pesquisadores Alexandre Figueirôa e Yvana Fechine, com edição da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe e que será lançado hoje (13/11), às 18h30, no JCPM Trade Center, são analisados aspectos cruciais da sua obra, como as concepções ético-estéticas que lhe balizam a ação, os caminhos trilhados na maior emissora do país e as relações entre o cinema e a televisão, além das reflexões do próprio sobre alguns temas que perpassam o livro.

“A televisão é o reino da ilusão. Já cheguei na TV influenciado por modelos de representação como os preconizados por Brecht, no teatro; sempre fuiadmirador das obras antiilusionistas do Cinema Novo, da Nouvelle Vague. Temos essas referências. Na televisão comercial, a desconstrução da representação faz a obra ser encarada pelo público como uma espécie de brincadeira: “olha, não leve isso muito a sério, não estamos dizendo que a vida é assim, estamos fazendo de conta”. Eu acho que, do ponto de vista da linguagem, nossos trabalhos buscam, ainda que de uma maneira simplista, desconstruir esse ilusionismo”, analisa Guel, em depoimento colhido pelos organizadores do livro.

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Ele, não ela Imprimir E-mail
Escrito por Fred Navarro   
Ter, 11 de Novembro de 2008 14:47

Entre as mais sutis reprimendas já dadas por um leitor a um jornal, há uma clássica, do dramaturgo Edward Albee (autor da peça Quem tem medo de Virginea Woolf?) ao vetusto The Washington Post:

"Adorei ver minha foto no Post, mas fiquei chocado ao saber que o jornal me arrumara uma mulher e que seu nome é Percy. Na foto, aparecem comigo uma amiga, a sra. John Steinbeck, que não se chama Percy, e o senhor Jonathan Thomas, com quem tenho vivido há 27 anos".

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