Blog da redação
Curiosidades confusas Imprimir E-mail
Escrito por Marco Polo   
Seg, 03 de Novembro de 2008 16:45
De vez em quando aparecem listas de frases absurdas de alunos mal (in)formados, em provas do vestibular. No site Possibilidades inusitadas, um certo prof. Bandeira faz a sua misturando indiscriminadamente maluquices engraçadas ou surrealistas como "Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio" ou "As aves têm na boca um dente chamado bico" com outras que são verdadeiros achados poéticos como "A harpa é uma asa que toca" ou "A insônia consiste em dormir ao contrário". Seria muito pedir ao professor que separasse o “toio” do “jrigo”?
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A biografia de Ovalle Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Maia   
Qui, 30 de Outubro de 2008 15:04
ovalle

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A tentativa de resgate da história pessoal e familiar, além da ambição de traçar um perfil psicológico de uma figura polifacética como Jayme Ovalle não é tarefa das mais fáceis. O jornalista mineiro Humberto Werneck assumiu esse desafio e nos mostra neste livro a intrigante trajetória de um artista talentoso ao extremo, porém com uma obra não plenamente realizada. Amigo de intelectuais e artistas como Manuel Bandeira, Vinícius de Moraes e Mário de Andrade, Ovalle era dono de uma visão de mundo bastante particular e mesmo autocontraditóra: um homem que parece ter sonhado a própria existência.
 

O santo sujo
Humberto Werneck
CosacNaify
400 páginas
R$ 55,00

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As dificuldades do MAM ... Imprimir E-mail
Escrito por Mariana Oliveira   
Qua, 29 de Outubro de 2008 13:34

"Se não fosse tarde, eu, como prefeito, mandaria fechar os bares e tabacarias. Já não posso, porém, porque a maioria os quer, inclusive as mulheres. Mas, para evitar o mal de uma deformidade artística dos munícipes, ainda é tempo, indeferindo o pedido de criação de um museu para essa pseudo-arte moderna. Quando muito, darei o Museu de Feias Artes, para confronto e estudo"

Frase do então prefeito Abrahão Ribeiro, durante as movimentações, em 1946, para a inauguração do Museu de Arte Moderna de São Paulo, que comemora seus 60 anos em 2008.

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Composição inovadora Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Ter, 21 de Outubro de 2008 15:22

A valsa Súplica, de José Marcílio, Otávio Mendes e Déo, gravada em 1940 por Orlando Silva, um dos maiores cantores brasileiros na metade do século XX, é a primeira composição em versos brancos (sem rim), segundo pesquisadores. "Aço frio de um punhal foi seu amor pra mim/ Não crendo na verdade implorei, pedi/ As súplicas morrerão sem eco, em vão/ Batendo nas paredes frias do apartamento".

O curioso é que esse detalhe não é percebido pelos ouvintes, graças à perfeita integração entre melodia e letra. A canção foi composta em 1938 e permanecia inédita até dois anos depois, quando foi descoberta por Orlando Silva.

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Apropriação não é plágio Imprimir E-mail
Escrito por Marco Polo   
Seg, 20 de Outubro de 2008 16:27
O conceito de apropriação não é uma invenção pós-moderna. W.W. Jacobs (1863-1943) escreveu o conto A garra do macaco, em que um casal usa magia negra para trazer de volta o filho morto. Mas o rapaz ressuscita com o físico no estado de decomposição em que se encontra e com o caráter contaminado pela sua passagem entre os mortos. Stephen King reaproveita a idéia no romance O cemitério maldito (tornado filme em 1989). Ambrose Bierce (1842-1913) escreveu o conto Um acidente na Ponte de Owl Creek, em que um soldado foge dos inimigos e volta para sua fazenda, mulher e filhos. Só que, no final, o leitor fica sabendo que ele está agonizando, baleado, e a volta para casa ocorreu só na sua mente. Paul Auster reaproveita e amplia a mesma idéia no filme O verão de Sam, de 1999. T. S. Eliot (1888-1965) costumava incluir em seus poemas frases e versos de outros autores num processo que chamava de “eliotização”. Muitos enredos das peças de Shakespeare (1564-1616) são tomados de outros autores, só que devidamente “shakespearizados”. Como dizia Lavoisier, nada se cria, tudo se transforma.
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O que o tempo faz Imprimir E-mail
Escrito por Homero Fonseca   
Sex, 17 de Outubro de 2008 15:43
Em 1968, no 3º Festival Internacional da Canção, no Rio, resultaram vencedoras na fase nacional: 1º Sabiá (Chico Buarque), 2º Pra não dizer que não falei das flores (Geraldo Vandré) e 3º Andança, de Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós. A anódina Sabiá bateu asas e voou. Caminhando e cantando virou hino contra a ditadura e saiu de moda com a democracia. Passados 40 anos, Andança continua sendo uma das músicas mais cantadas nos barezinhos brasileiros. É aquela que diz: “Vim, tanta areia andei/ Da lua cheia eu sei/ Uma saudade imensa".
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O Pravda do Papa Imprimir E-mail
Escrito por Marco Polo   
Qui, 16 de Outubro de 2008 16:21
L’Osservatore Romano, o jornal porta-voz do Vaticano, está passando por reformulação total, sob comando de Giovanni Maria Vian, que, apesar de ser um teocon (teólogo conservador), está abrindo espaço para a política internacional, a cultura pop (sob o comando de uma mulher – raridade na redação daquele jornal), além da colaboração de intelectuais agnósticos ou não católicos, como a historiadora judia Anna Foa, o pastor protestante Jean-Arnold de Clermont e mulçumanos, entre outros. “É possível criticar o Papa no L’Osservatore Romano?”, indagou um jornalista americano. Resposta de Vian: “Existe algum jornal do mundo que critica seu dono?”



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Encontro discute obra de pensador cubano Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Lins   
Qua, 15 de Outubro de 2008 17:00
De hoje a sexta-feira (17), o Centro de Educação da UFPE (CE) sedia o VI Encontro Internacional de Cátedras Martianas. O tema deste ano é "Neoliberalismo na Era da Globalização", a partir da obra do pensador cubano José Julián Martí Pérez.
O evento conta com cerca de trinta trabalhos de pesquisadores latino-americanos e homenageará o professor João Francisco de Souza, estudioso da identidade latino-americana.
Os temas discutidos nas conferências do encontro serão: "Democracia e Revolução no Pensamento Social Latino-Americano", "Ciência, Tecnologia e Inclusão/Exclusão", "Implicações econômicas e sociais das questões ambientais", "Capital e Mutações político-econômico-culturais", "Paulo Freire e José Martí: Por Uma Pedagogia de Revolução" e "Literatura Ibero-Americana e Resistência Social".
Mais informações no endereço abaixo.
http://www.ufpe.br
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Antônio Campos eleito para APL Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Ter, 14 de Outubro de 2008 15:03

A vaga deixada por Paulo Maciel na Academia Pernambucana de Letras foi preenchida, ontem (13/10), por Antônio Campos, após ser eleito com 24 votos contra dez do outro candidato, Lucilo Varejão Neto. O advogado e presidente do Instituo Maximiano Campos será imortalizado como integrante da organização que tem por finalidade a Cultura da Língua Portuguesa.

A Academia Pernambucana de Letras foi fundada, no Recife, por Carneiro Vilela e outros escritores da época, no dia 06 de janeiro de 1901. Foi uma das primeiras do país, sendo precedida apenas pela Academia Cearense de Letras e pela Academia Brasileira de Letras. Começou com um total de 20 cadeiras e um ano após ser reorganizada em 1920 passou para 30. Em 1960 foi aumentada para 40 cadeiras, permanecendo com esse número até hoje.

Antônio Campos, 40 anos, também é curador da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto) e autor dos livros: Território da palavra e Portal de sonhos, entre outros. Organizou as antologias: Pernambuco, terra da poesia e Panorâmica do Conto em Pernambuco.

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Garota do mundo Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Seg, 13 de Outubro de 2008 15:06
Tudo começou num boteco, em célebre cruzamento de Ipanema, Rio de Janeiro. Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim emudeciam, enxugando as cervejinhas, com a sua passagem maravilhosa. Emoldurando no seu caminhar a geometria espacial do seu balanceio quase samba, Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto deu origem, em 1962, à música Garota de Ipanema. Hoje, ela obtém o posto da 12ª canção mais tocada no mundo nos últimos 50 anos. A letra e melodia mais famosa da bossa-nova e MPB tornaram-se esse fenômeno com a gravação em inglês (letra de Norman Gimbel), pela cantora Astrud Gilberto em 1963.
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