Blog da redação
Prêmio regional Imprimir E-mail
Escrito por Homero Fonseca   
Qua, 10 de Setembro de 2008 12:39

Fui convidado a dar meu voto para o Prêmio Comunique-se, em que os jornalistas escolhem os vencedores entre seus pares. Recusei-me a fazê-lo. Ocorre que todos os indicados são do eixo Rio-São Paulo e estou convencido de que existe vida inteligente em outros planetas da galáxia Brasil. Nada tenho contra nenhum dos indicados, muito pelo contrário. Alguns são meus amigos e quase todos fazem jus plenamente ao galardão, como se dizia antigamente. Nem me move algum estreito e ressentido bairrismo. A questão é que nesse imenso Brasil de norte a sul tem gente boa produzindo, divulgando e discutindo cultura na mídia. Daí não concordar com esse etnocentrismo paulista-fluminense. Que mudem o título do prêmio para Torneio Rio-São Paulo – o antigo Roberto Gomes Pedrosa, lembram?

Comentários (0)
 
Forças inferiores Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Lins   
Ter, 09 de Setembro de 2008 15:00

Durante a última vinda ao Brasil, Iggy Pop, o avô do punk rock, concedeu diversas entrevistas, algumas indigestas. Se Iggy sempre teve aquele jeito de quem vive cheio de tudo, imagine ter que responder, depois de 40 anos de carreira, a perguntas como “em que você se inspira para compor?”, “o que você está ouvindo?”, etc. A iguana se conteve até que foi perguntado sobre “a lenda de que atenderia a mensagens de forças superiores no palco”. Espirituoso, o bom e velho Iggy nem titubeou: “Na verdade, atendo a mensagens de forças inferiores”.
Comentários (0)
 
A trombeta bíblica Imprimir E-mail
Escrito por Carlos Eduardo Amaral   
Seg, 08 de Setembro de 2008 17:44

A apresentação do pianista Haim Isaacs e do trompetista Izidor Leitinger foi talvez a mais arrojada da história da MIMO, pela releitura pop e experimental com que ambos revestiram a milenar música sacra judaica. Leitinger instigou a curiosidade geral ao tocar um instrumento parecido com um berrante e cujo nome nenhum dos jornais que cobriram o concerto acertou nas matérias que publicaram. Como o redator dos programas dos concertos da Mostra (minha senhoria) não teve a benevolência de o mencionar no texto do folheto distribuído ao público, devido ao número limite de linhas, aproveito para amenizar esse incômodo.

O berrante se chama shofar e nada mais é que um dos ancestrais do trompete que o próprio Leitinger tocava - ponte entre o novo e o antigo que quase ninguém percebeu. De uso ritual na religião judaica, existem normas que regulam o emprego do shofar (em preces, celebrações, ameaças de invasão etc.) e que caracterizam cada situação possível através de um toque único, similaramente, por exemplo, aos toques nos atabaques sagrados dos terreiros de candomblé (rum, rumpi e lê), que invocam determinado orixá.

Detalhes. 1. O shofar não pode ser de chifre bovino, geralmente é de carneiro - shofar designa chifre de qualquer animal kosher, segundo me consta. 2. Os toques de shofar não transmitem alegria, então nada têm a ver com as batidas festivas dos atabaques. 3. Finalmente, shofar é a trombeta bíblica, citada diversas vezes no Livro Sagrado (aqueles tempos não existiam instrumentos de metal).

Comentários (0)
 
Hemorragia digestiva mata Fausto Wolff Imprimir E-mail
Escrito por Lucas Paes   
Seg, 08 de Setembro de 2008 15:42
Morreu no dia 05 de setembro, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Fausto Wolff vítima de uma hemorragia digestiva que resultou em disfunção de múltiplos órgãos. Nascido em 1940, em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, Fausto começou como repórter policial, aos 14 anos, no jornal Diário de Porto Alegre. Foi um dos editores de O Pasquim, além de diretor de teatro e cinema e professor de literatura nas universidades de Copenhague e Nápoles.

Também foi responsável pela tradução de grandes obras. Em 1997, Fausto Wolff venceu o Prêmio Jabuti por seu romance À mão esquerda. Voltou a colaborar para O Pasquim por meio da reedição do periódico em abril de 2001, nomeada de Pasquim 21. Nos últimos anos mantinha uma coluna diária no Caderno B do Jornal do Brasil.
Comentários (0)
Leia mais...
 
Mais um que se vai Imprimir E-mail
Escrito por Yuri Bruscky   
Sex, 05 de Setembro de 2008 12:43

O corpo do ator Fernando Torres, falecido nesta quinta-feira, aos 80 anos, vítima de uma insuficiência respiratória, será velado hoje (05/09) no cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro, em cerimônia restrita. Em seguida, o corpo será levado para o Cemitério São Francisco Xavier, onde será cremado.

Embora fosse diplomado em medicina, Torres dedicou-se desde cedo às artes cênicas. Estreou no teatro aos 22 anos, atuando na peça A Dama da Madrugada, de Alejandro Casona. Sua estréia como diretor se daria em 1958, com a peça Quartos Separados, motada durante o tempo em que esteve ligado ao Teatro Brasileiro de Comédia. Funda, no ano seguinte, o Teatro dos Sete, ao lado de Gianni Ratto, Sergio Britto, Ítalo Rossi e Fernanda Montenegro, com quem se casara em 1952. Nos anos seguintes, o ator participaria de inúmeras montagens de relevo para a história do teatro, da televisão e do cinema no Brasil.

Em 2007, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres organizaram a “Exposição Fernando Torres”, que rendia homenagens às atividades desenvolvidas ao longo de seis décadas de carreira, que esteve em carta no período de 13 a 18 de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio


 

Comentários (0)
 
Provocações homenageia Mestre Salustiano Imprimir E-mail
Escrito por Yuri Bruscky   
Sex, 05 de Setembro de 2008 11:22

O Provocações desta sexta-feira (05/09), exibido pela TV Cultura às 22h10, com apresentação de Antônio Abujamra, prestará uma homenagem ao Mestre Salustiano, falecido no último domingo (31/08), vítima de complicações cardiológicas. 

O programa exibirá uma entrevista gravada com Salu em 2002, no Recife, feita pelo próprio Abujamra, e uma conversa com o escritor Ariano Susassuna, que estará presente, falando sobre cultura popular e comentando da época em que teve Salustiano como braço direito durante seu mandato na Secretaria da Cultura de Pernambuco, quando foi  desenvolvido um intenso trabalho no que tango ao fomento e à difusçao da cultura popular de Pernambuco.

Comentários (0)
 
Jazz cubano na Sé de Olinda Imprimir E-mail
Escrito por Homero Fonseca   
Qui, 04 de Setembro de 2008 11:52

Ouvi Yasek Manzano, esse jovem trompetista cubano que se apresenta, hoje (quinta, 04/09), na Igreja da Sé, dentro da programação da Mimo – Mostra Internacional de Música de Olinda, numa noite de dezembro de 2006 no Café Jazz, no Vedado, um dos dois redutos do gênero em Havana (o outro é o La Zorra y El Cuervo, em Havana Centro). O garoto, graduado em música em Cuba e Nova York, estudou música erudita até a adolescência, quando ouviu o compatriota Bobby Carcassés tocando composições jazísticas e se apaixonou por aquele tipo de música. Na ocasião, eu cobria o Festival de Jazz de Cuba, organizado pelo célebre Chucho Valdéz, um evento que domina a cidade, e terminei assistindo a uma apresentação no café-bar da Galerias Del  Passeo (off-festival) em que tocavam, além de Manzano, Carlos Millares (sax-tenor), Chris Mitchell (sax-alto), Tony Rodríguez (teclado), Abi García (baixo) e Roni Barrelo (bateria). Ele é um instrumentista de mão cheia. O programa de hoje na Sé promete.. 

Leia a matéria completa publicada na edição da Continente nº 62, fevereiro/2006.

Comentários (0)
Leia mais...
 
A falsa profundidade Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Maia   
Qui, 04 de Setembro de 2008 01:38
interroga

interroga

Acredito que existam dificuldades na interpretação de certas obras (literárias, cinematográficas, musicais etc.) que, quando suplantadas por um leitor atento e esforçado, são extremamente recompensadoras, estética ou intelectualmente. Em literatura, tome-se o caso de um conto como O espelho, de Guimarães Rosa, ou o romance O nome da rosa, de Umberto Eco: são exemplos de textos que exigem uma atenção mais aguçada do leitor e mesmo conhecimentos específicos para serem interpretadas em todos os seus níveis de leitura. O que quero dizer é que autores como os citados nos oferecem algo em troca do nosso esforço intelectual – oferecem uma visão diferente, inusitada e mais complexa do real através da literatura (ou do cinema, da pintura, da música etc.).

Por outro lado, no mundo das artes pululam exemplos do que eu chamaria “dificuldade gratuita” ou de “falsa profundidade”. Costuma me acontecer, infelizmente com certa freqüência, de que alguns livros ou filmes me deixem uma sensação de completa indiferença, que se manifesta ao me sentir completamente alheio e ignorante diante de uma obra em que o seu “mistério” ou “enigma” não logra despertar ao menos a minha curiosidade intelectual ou emocional. Quer dizer, esses autores nos pedem muito e nos oferecem muito pouco... Como escreveu Comte-Sponville, certas águas têm que ser turvas para parecerem profundas.

Comentários (0)
 
O resultado de nossa primeira Enquete Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Maia   
Qua, 03 de Setembro de 2008 15:15
A disputa foi acirrada... Mas a maioria dos internautas acha que o Brega não pode ser classificado como uma manifestação da música popular brasileira. A questão é realmente polêmica: alguns pesquisadores consideram que esse tipo de música faz parte da chamada cultura de massa e que não reflete as autênticas raízes populares. Por outro lado, outros estudiosos classificam como preconceituosa e elitista o tratamento que a academia e os intelectuais costumam dar a essa manifestação que atinge uma parte tão considerável da população.

Confira os números finais da pesquisa aqui.





Comentários (0)
 
Ariano é pop Imprimir E-mail
Escrito por Thiago Lins   
Qua, 03 de Setembro de 2008 10:46
No enterro de Mestre Salu, fiquei curioso, a princípio, com a quantidade de populares que queriam abraçar o Governador. Já quando Ariano chegou ao cemitério Morada da Paz, o que houve não foi um burburinho, mas sim um pequeno tumulto. Muita gente (mulheres, especialmente), queriam tirar foto com o escritor, ao passo que uma assessora pediu "um pouco de respeito". Fiquei com a impressão de que ela se equivocou. Afinal, o povo tem respeito -e reverência- pelo grande Ariano. Até lembrei de uma história: certa vez um camelô importunava insistentemente uma banhista em Boa Viagem. Quando percebeu que aquela estava lendo Ariano, mudou de idéia: "Ah, você tá lendo o home. Não vou mais incomodá-la". Com o perdão da palavra, Ariano é pop.
Comentários (0)
 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Página 8 de 14