| Estreias do final de semana |
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Um Tarantino explosivoDepois de uma longa espera, o público brasileiro vai poder assistir, nas salas de cinema, a "Death Proof" de Quentin Tarantino, o filme entra hoje, 23 de julho, no circuito nacional com três anos de atraso. Lançado nos EUA, em 2007, juntamente com o filme “Planeta Terror” de Robert Rodriguez (o mesmo de Predadores) “À Prova de Morte” faz referência aos carros utilizados pelos dublês, que são projetados para protegê-los de qualquer cena perigona. O filme infelizmente ficou perdido entre a série “Kill Bill' e o tão falado “Bastardos Inglorios” e não teve a repercussão que merecia. Mas transpõe perfeitamente o espírito de Tarantino na direção. Perseguições em alta velocidade, meninas furiosas e motorizadas e um assassino que tem o prazer de escolher cuidadosamente as suas presas. Com grandes referencias de filmes B e de terror trash, “À Prova de Morte” é inusitado, diferente, puro Tarantino. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Adrien Brody e Alice Braga na nova sequência de Predadores O novo filme da saga Predadores que vai estrear nos cinemas do Brasil na próxima sexta feira, dia 23 de julho, não vai contar com o ator Arnold Schwarzenegger no papel principal. Nessa sequência, o produtor Robert Rodriguez queria o retorno do personagem de Dutch, mas não foi possível devido a recusa do governador da Califórnia, que estava ocupado com suas atribuições políticas.Para ocupar o papel do protagonista era necessário encontrar um ator que tivesse um nome de peso no cenário hollywoodiano atual. Nada melhor do que o mais jovem ganhador do Oscar da história, Adrien Brody (vencedor pelo O Pianista, em 2002) para assumir o personagem de Royce, mercenário que, relutantemente, lidera um grupo de combatentes de elite e descobre que todos foram levados para um planeta alienígena, na condição de presa. Por mais que a participação de Brody não tenha necessariamente afetado o seu currículo de boas atuações (como no já citado O Pianista e no pouco conhecido Viagem para Darjeeling) é nítido o descompasso entre o ator e o filme em questão. Rodriguez disse que buscou um elenco que trouxesse naturalidade à trama, pois os telespectadores não deveriam ser lembrados a todo momento que estavam assistindo a um filme fantástico. A escolha de Brody não fez jus a essa condição e acabou por intensificar a sensação de inadequação do seu personagem. Outro ponto interessante é participação da brasileira Alice Braga, no único papel feminino do filme, o de Isabelle uma atiradora de elite do exercito de Israel que também foi levada ao planeta alienígena. Em seu segundo papel no cinema norte-americano, Alice trabalhou novamente em uma super-produção, a primeira foi Eu Sou a Lenda ao lado de Will Smith. Escolhas bem diferentes das quais fazia no Brasil (atuou em Cidade de Deus, Cidade Baixa). Para o diretor Nimrod Antal, essa foi a continuação perfeita para o primeiro filme (até agora o público tentar esquecer as sequencias bizarras da série Predador, Alien vs. Predador é um bom exemplo), pois além de ter todas as informações que aparecem na primeira produção, vai além ao apresentar novos elementos e testar coisas novas. Na verdade, o grande objetivo do filme é mostrar ao público porque aquelas pessoas foram as 'escolhidas' para serem caçadas por predadores alienígenas, em um ambiente hostil . Com a exceção de um médico, todos eram assassinos a sangue frio em suas respectivas funções (membros da máfia japonesa, de esquadrões de morte, mercenários). ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ CineCabeça aos sábados O longa-metragem "Cinema Aspirinas e Urubus", de Marcelo Gomes, será exebido neste sábado (24), no Cimena São Luiz, dentro do CineCabeça ( ação da Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC). A sessão começa às 14h e a entrada é franca. Após a exibição haverá um bate papo com o produtor João Vieira Jr. e outros convidados ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Odorico em ano de eleições Odorico Paraguaçu retorna em uma nova adaptação do texto de Dias Gomes “O Bem Amado”, bastante conhecido pela novela e pelo seriado, produzidos na década de 70. Agora sob a direção de Guel Arraes, “O Bem Amado” chega aos cinemas dia 23 de julho e faz uma sátira da cena política brasileira. Nada melhor do que estreá-la em ano de eleição. Embora o diretor afirme que tudo não passou de uma mera coincidência, o lançamento do filme três meses antes das eleições para presidente, governador, senadores e deputados reforça o caráter conservador e a corrupção que infelizmente assola a imagem dos políticos brasileiros. Nessa versão, que o público pernambucano teve a oportunidade de prestigiar na sessão hors concours do último Cine PE, o personagem de Marco Nanini destaca-se pela pretensão, pelos seus discursos pomposos e reuni as características de vários políticos da atual cena brasileira. |