| Aparadores de arestas |
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| Escrito por Diogo Guedes | |
![]() O que fazem os produtores musicais, onde eles se situam na indústria fonográfica e como influem no resultado final da obra O significado da expressão “produtor musical” nem sempre é compreendido corretamente por pessoas alheias à cadeia fonográfica. Normalmente, o mal-entendido é confundir a tarefa com o cargo de produtor executivo de uma banda, artista ou até mesmo de um evento – caso de, por exemplo, Paulo André Pires, que empresaria DJ Dolores e Mundo Livre S/A e organiza o Abril Pro Rock. A atividade só é mais bemdefinida quando o profissional é chamado de produtor de discos, nome que, na verdade, sugere uma atividade mais industrial do que artística. O produtor musical é como um integrante temporário adicionado a uma banda na hora de se fazer um CD. Trata-se, de fato, de uma espécie de artista convidado sem uma função específica, além de palpitar ou fazer o conjunto prestar atenção em detalhes das faixas e da obra só perceptíveis a partir de uma visão externa. Não é à toa que um dos maiores produtores do mundo, George Martin, ganhou o apelido de “quinto Beatle”, por sua participação fundamental em quase todos os trabalhos dos ingleses. Embora Martin soubesse tocar piano, para a atividade de produtor nunca foi obrigatório o domínio de um instrumento ou conhecimento técnico sobre os equipamentos de estúdio – essas habilidades, no entanto, são muito bem-vindas. Mais importante é saber se relacionar bem com artistas e ter o famoso “faro” de transformar uma música em estado bruto em uma faixa limpa, melódica e que ainda mantenha a sua proposta original. Leia a matéria na íntegra na edição 102 da Revista Continente. |